Os jovens, a fé e o discernimento vocacional
11/10/2018 08:25 em Formação

Neste mês de outubro, acontece em Roma, o XV Sínodo Ordinário dos Bispos.

 

Em outubro de 2018, dos dias 03 a 28, acontecerá, em Roma, o XV Sínodo Ordinário dos Bispos, convocado por Papa Francisco, com o tema: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional. Do Brasil, como representantes eleitos pela Assembléia da CNBB, vão participar do Sínodo, os seguintes Bispos: D. Vilson Basso, scj, D. Eduardo Pinheiro da Silva, sdb, D. Gilson Andrade da Silva e D. Jaime Spengler, ofm.

 

Um bilhão e 800 mil pessoas entre 16 e 29 anos, isto é, ¼ da humanidade, são os jovens do mundo. No Instrumento de Trabalho do próximo Sínodo sobre a juventude, os padres sinodais poderão encontrar a descrição de sua variedade, suas esperanças e dificuldades.

 

O Instrumentum Laboris (=instrumento de trabalho) é o documento de convergência da escuta de todos os componentes da Igreja e também de vozes que não pertencem a ela.

 

Estruturado em três partes – reconhecer, interpretar e escolher – o Documento busca oferecer as chaves de leitura da realidade juvenil, baseando-se em diferentes fontes, entre as quais um Questionário “online” que reuniu as respostas de mais de 100 mil jovens. Também da nossa Diocese houve jovens que participaram deste levantamento da situação e das aspirações dos jovens.

 

Que querem os jovens da Igreja? Sobretudo, o que buscam na Igreja? Em primeiro lugar, desejam uma “Igreja autêntica”, que brilhe por “exemplaridade, competência, corresponsabilidade e solidez cultural”, uma Igreja que compartilhe “sua situação de vida à luz do Evangelho ao invés de fazer pregações”, uma Igreja que seja “transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa”. Enfim: uma Igreja “menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga e próxima, acolhedora e misericordiosa”.

 

Tudo isso se articula em sete palavras que o “Istrumentum Laboris” assim classificou:

Escuta:os jovens querem ser ouvidos com empatia.

Acompanhamento: espiritual, psicológico, formativo, familiar e vocacional.

Conversão: seja de tipo religioso, sistêmico, ecológico e cultural.

Discernimento:uma das palavras mais usadas no Documento, seja no sentido de uma “Igreja em saída” para responder às exigências dos jovens, seja como dinâmica espiritual.

Desafios: discriminações religiosas, racismo, precariedade no trabalho, pobreza, dependência de drogas e álcool, bullying, exploração sexual, corrupção, tráfico de pessoas, educação e solidão.

Vocação: repensar a pastoral juvenil.

Santidade: o Documento pré-sinodal se concluiu com uma reflexão sobre a santidade, “porque a juventude é um tempo para a santidade”. Que a vida dos santos inspire os jovens de hoje a “cultivar a esperança” para que – como escreve o Papa Francisco na oração final do Documento – os jovens, “com coragem, tomem as rédeas de sua vida, almejem as coisas mais belas e mais profundas e mantenham sempre um coração livre”.

O Sínodo é uma bela oportunidade para ver e conhecer a realidade juvenil, ouvir seus clamores, dúvidas, sugestões, esperanças e, em conversão pastoral, oportunizar à juventude o “sair”, o “em saída”, para que sejam sal e luz. Aproveito um artigo publicado pela CNBB para apresentar algumas ideias do documento pré-sinodal.

 

VER

Assim se expressa o Papa Francisco: “Também a Igreja deseja colocar-se na escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até mesmo das vossas dúvidas e das vossas críticas…Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores.” (Regra de São Bento 3,3). (Carta do Papa Francisco aos jovens por ocasião da apresentação do documento preparatório da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 13 de janeiro de 2017). É imprescindível conhecer a realidade juvenil para podermos encontrar respostas adequadas no serviço à juventude.

 

Um pouco da realidade juvenil: Nestes elementos da realidade transcrevemos alguns dados da síntese que a CNBB fez das respostas dos questionários enviados por dioceses do Brasil, em preparação ao sínodo dos bispos. Número e percentagem de jovens (16-29 anos) no Brasil: 51,3 milhões de jovens (IBGE 2013).

 

Grupos de idade Masculino Feminino: 25 a 29 anos 8.460.995 e 8.643.419; de 20 a 24 anos 8.630.229 e 8.614.963. De 15 a 19 anos 8.558.868 e 8.432.004 (Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2010).

 

A população brasileira atual é de 206,1 milhões de habitantes (Pnad 2016 – IBGE). Segundo as estimativas, no ano de 2025, a população brasileira deverá atingir 228 milhões de habitantes. A população brasileira distribui-se pelas regiões da seguinte forma: Sudeste (86,3 milhões), Nordeste (56,9 milhões), Sul (29,4 milhões), Norte (17,7 milhões) e Centro-Oeste (15,6 milhões). Taxa de natalidade (por mil habitantes): 20,40.

 

Os jovens ocupam, hoje, um quarto da população do País. Isso significa 51,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos vivendo, atualmente, no Brasil, sendo 84,8 % nas cidades e 15,2 % no campo.

 

É importante nos perguntarmos: na diocese, na paróquia, na comunidade onde vivemos, como acompanhar estes jovens em seu dia a dia, em seu discernimento vocacional, em seu projeto de vida?

 

Para isso, é preciso ouvir, conhecer os desafios do mundo juvenil e quais a oportunidades que isto possibilita.

 

OUVIR

“O Senhor disse:‘Eu vi, eu vi a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço os seus sofrimentos. E desci para livrá-lo da mão dos egípcios e fazê-lo subir do Egito para uma terra fértil e espaçosa, uma terra que mane leite e mel…” (Ex 3,7-8)

 

Ao falarmos de desafios e possibilidades, transcrevemos alguns dados da síntese que a CNBB fez das respostas dos questionários enviados por dioceses do Brasil, em preparação ao Sínodo dos Bispos.

 

DESAFIOS

Jovens de nosso país destacaram: Ausência de referência, de modelos e líderes; Crise de orientação; Há uma grande diversidade de propostas, vozes, estímulos, solicitações e pouco discernimento; Imediatismo, consumismo e hedonismo; Violência, agressividade, alienação; Crescimento do fenômeno do agnosticismo e ateísmo entre os jovens; Vazio e niilismo, o sentimento de descrença nas instituições e o vazio existencial, falta de uma razão para viver.

 

Há uma educação tecnicista, sem visão de desenvolvimento integral com séria lacuna humana, moral e ética; no mundo das relações virtuais a perda ou esvaziamento do sentido das relações humanas; Ruptura entre educação, formação profissional e emprego; pouca oportunidade para o trabalho; Ditadura dos padrões preestabelecidos pela sociedade.

 

Falta de sentido para a vida, projeto e prioridades; Má orientação para o uso dos meios de comunicação; Consumo de drogas ilícitas; Falta de perspectiva de sonhos e futuro; Dificuldade em ouvir, oportunidade de falar; Inversão de valore e manipulação pelas ideologias; fragmentação, descontinuidade; Mentalidade do “caminho mais fácil”, “jeitinho”, atalho, influxo da cultura a corrupção, dispersão psicológica, fuga das relações;; Há demanda com intensidades diferentes: escola, saúde, cultura, esportes, lazer, emprego; diversos contextos; Viver em uma cultura anticristã; Pressões e tentações sexuais/pureza; Crise de identidade e baixa autoestima; A falta de esperança e de perspectiva de vida.

 

Há graves desigualdades sociais; Crise econômica; Dificuldade de Inserção no mercado de trabalho; Cultura de pouca valorização do capital humano; Pobreza e falta de dignidade de vida básica para grande parte da juventude brasileira; Pouca qualificação para o mercado de trabalho; Falta mais investimento no desenvolvimento do jovem, como ser humano, não somente técnico; A violência e o extermínio de jovens, especialmente, dos mais pobres; Ausência de seriedade no processo de efetivação das políticas públicas em relação aos adolescentes e jovens;

 

A desestruturação familiar atinge em cheio a juventude; O divórcio e as questões familiares; Decisões em relação ao estado (negócios); Figura de pai ausente; Falta de disciplina; Pouca ou quase nada da participação da juventude em processos decisórios; Pais ausentes e/ou superprotetores que tornam os filhos mais frágeis e tendem a subestimar os riscos ou a ser obcecados pelo medo de cometerem erros; A separação dos pais e as novas configurações de família; Falta de harmonia e diálogo na família; Menciona-se o medo de frustrar os pais.

 

A juventude vive um clima de incerteza, de falta de clareza por onde caminhar; A combinação entre a elevada complexidade do contexto social e sua rápida mudança, gera uma situação de fluidez e incertezas; A presença de diversas tradições religiosas que não dialogam entre si; Adultos que tendem a subestimar as potencialidades dos jovens, evidenciando suas fragilidades e criando dificuldade de compreender as suas exigências.

 

OPORTUNIDADES

Através das respostas ao questionário do sínodo, os jovens dizem que desejam aproveitar seu tempo livre em diferentes atividades: prática de esportes, passeios aos parques e aos shoppings, festas com danças e músicas, baladas. No entanto, aqueles que já tiveram ocasião de participar em algum trabalho de voluntariado, por exemplo, com seus colegas da escola, testemunham sentirem uma alegria mais profunda e duradoura, muito melhor do que a alegria natural das diversões habituais.

 

Dizem os jovens que as ações comunitárias são lugares de encontro e de formação cultural, de educação e de evangelização, de celebração e de serviço; Experiências específicas para os jovens nos diversos ambientes como: centros juvenis, oratórios, universidades e escolas públicas e católicas; Atividades sociais e voluntariado, associações e movimentos eclesiais, retiros, peregrinações, seminários e congressos;

 

Afirmam os jovens que a internet tem sido uma oportunidade de novas formas de aprendizado e apoio nos estudos; Cursos gratuitos e mais acessíveis aos jovens de baixa renda; Grandes oportunidades de escolhas e direcionamento de vida; Tecnologia básica mais acessível;

 

No campo religioso tem mais oportunidades de inserção; Experiência do protagonismo juvenil; Discernimento e elaboração de projeto de vida; Oportunidade de formação; Diversidade de possibilidades de formação; Seminários, Grupos de Orações, Vida Religiosa; Conectividade; Trabalho em rede, expansão das possibilidades de evangelização; Possibilidade formação, viagem e comunicação sem fronteiras; Intercâmbio de ideias, bens, valores…;

 

As oportunidades são muitas, como os muitos movimentos favoráveis a uma vida digna, os grupos de igreja, as boas companhias; Educação gratuita cada vez mais acessível; Oportunidades para qualificação profissional.

 

Assim, ao olharmos para todos estes desafios e possibilidades do mundo juvenil, diante dos desafios, queremos estender a mão ao jovem machucado, doente, desesperançado, e dizer como Jesus: “Jovem eu te ordeno, levanta-te.”(Lc 7,14)

 

Aos jovens e suas muitas possibilidades cabe o desafio de Jesus: “Queres ser perfeito? Vai…” (Mateus 19,21) Um jeito que nos é posto ao acompanhar a juventude em seu discernimento vocacional e em sua vida e missão é: Caminhar na frente para indicar caminhos, caminhar no meio para que descubram caminhos, caminhar atrás para que ninguém se perca no caminho. Isto exige de nós conversão.

 

Conversão pessoal, conversão pastoral. Para caminhar com os jovens, queremos estar abertos à conversão, à mudança de vida.

 

Assim falam os bispos da América latina e Caribe na Conferência de Aparecida: “A conversão pessoal desperta a capacidade de submeter tudo a serviço da instauração do reino da vida. Os bispos, presbíteros, diáconos permanentes, consagrados e consagradas, leigos e leigas, são chamados a assumir uma atitude de permanente conversão pastoral, que envolve escutar com atenção e discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap 2,29) através dos sinais dos tempos nos quais Deus se manifesta.”(DAp 366)

 

O Sínodo é oportunidade de conversão para todos nós, para toda a Igreja. Como fazer esta reflexão? Como provocar este debate? Quais as possibilidades e oportunidades que temos para escutar a juventude e dar-lhe espaços, voz e vez? Como favorecer o “em saída” para os jovens?

 

SAIR

O Sínodo nos pede para ouvir os jovens, seus gritos e esperanças, e ajudá-los a escutar a voz de Deus e da Igreja que os chama a sair, como a Abraão: “sai da tua terra”(Gn 12,1). Como disse Papa Francisco: “Confiantes no Senhor, cuja presença é fonte de vida em abundância, e sob o manto de Maria, vocês podem redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de uma cultura de aliança e assim gerar novos paradigmas que venham a pautar a vida do Brasil (cf. Mensagem à Assembleia do CELAM, 8/5/2017).” (Carta de Papa Francisco aos jovens do Brasil, por ocasião do encerramento do Rota 300, em 3 de julho de 2017).

 

O tema do Sínodo dos bispos é: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional. No Documento Preparatório para o XV Sínodo, Papa Francisco toma o texto de Jo 15,16-17 para falar de vocação: “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi e vos designei para dardes frutos e para que o vosso fruto permaneça…”. E diz mais: “Por meio do percurso deste Sínodo, a Igreja quer reiterar o próprio desejo de encontrar, acompanhar e cuidar de cada jovem, sem exceção.”

 

O Sínodo apresenta aos jovens estas alternativas. Ao escutar a voz do mestre, de ficar com ele: “Vinde e vede” (Jo 1, 38-39), discernir e responder pela alegria do amor, no matrimônio, ou pela gratuidade, no seguimento na vida religiosa ou sacerdotal.

 

O que fica evidente é que o papa acredita na juventude dizendo: “Um mundo melhor se constrói também graças a vós, à vossa vontade de mudança e à vossa generosidade.” (Carta do Papa Francisco aos jovens por ocasião da apresentação do documento preparatório da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 13 de janeiro de 2017)

 

Experiências de Missão Jovem

Papa Francisco na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”, diz: “Constituamo-nos em ‘estado permanente de missão’ em todas as regiões da terra” (n. 25). Francisco dá uma atenção especial à juventude: “A Pastoral Juvenil, tal como estávamos acostumados a desenvolvê-la, sofreu o impacto das mudanças sociais… A nós adultos custa-nos a ouvi-los com paciência, compreender as suas preocupações ou as suas reinvindicações, e aprender a falar-lhes a linguagem que eles entendem” (n. 105). “Como é bom que os jovens sejam ‘caminheiros da fé’, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra” (n. 106).

 

As experiências missionárias são um caminho antigo e novo de falar ao coração, à generosidade e ao desejo de solidariedade dos jovens. Espaço real de exercerem o protagonismo, a liderança e de abrirem os olhos para as realidades mais sofridas, de dor e a exclusão, e se decidem a sair do sofá e serem sal e luz, fermento na massa. No Brasil, vamos encontrar diferentes experiências missionárias, que provocam crescimento humano e cristão aos jovens; Que despertam vocações para o matrimônio, vida sacerdotal, vida religiosa e consagrada; Que geram homens e mulheres mais conscientes e comprometidos com uma Igreja em saída e uma sociedade mais justa. As experiências missionárias são caminho de formação integral, de conversão pessoal e pastoral. Sim. É hora de reler a vocação de Isaías com nossa juventude e acender o fogo missionário em seus corações: “Quem enviarei eu? E quem irá por nós? “Eis-me aqui” disse eu, “enviai-me”. Vai pois dizer a esse povo” disse ele.” (Is 6,8-9)

 

Como podemos estimular esse espírito missionário nos jovens de nossas realidades?

 

Ecologia: quanto menos, tanto mais….

Outro lugar para ‘sair’, ao qual a juventude é sensível é a ecologia, o cuidado da Casa Comum ou à falta dele. Na Encíclica “Laudato Si”, sobre o cuidado com a casa comum, o papa Francisco, falando de educar para a aliança entre humanidade e o ambiente, afirma: “Os jovens têm uma nova sensibilidade ecológica e espírito generoso, e alguns deles lutam admiravelmente pela defesa do meio ambiente” (n. 209). “Trata-se da convicção de que ‘quanto menos, tanto mais’… A espiritualidade cristã propõe um crescimento na sobriedade e uma capacidade de se alegrar com pouco” (n. 222). “A sobriedade, vivida livre e conscientemente, é libertadora.” (n. 223).

 

As novas gerações podem e devem ser tocadas por este desafio do “quanto menos, tanto mais”, fazendo frente ao mundanismo, ao consumismo, descarte e consequente destruição da natureza, da casa comum. Nas mãos da juventude está, também, o desafio de cuidar do presente e do futuro do planeta. E uma das maneiras são os chamados “4 erres”. Este é um dos caminhos que a juventude pode trilhar e ser moldada a viver e divulgar: a redução do consumo de energia, de matérias-primas e recursos naturais é significativa com a aplicação desta política: Reduzir, Reutilizar, Reciclar e Reparar. 

 

Reduzir – o primeiro passo é reduzir os resíduos produzidos, ou seja, controlar o peso e o volume dos resíduos, evitar consumos supérfluos e desperdícios como o uso excessivo de água, luz e gás.

 

Reutilizar – a reutilização consiste em utilizar um produto mais do que uma vez para o mesmo fim, evitando assim o seu lançamento ao balde do lixo. Este processo permite minimizar a poluição.

 

Reciclar – a reciclagem é um processo que permite transformar materiais já utilizados em outros para nova utilização. Os materiais mais comuns no processo de reciclagem são o vidro, o papel, papelão, o plástico e metais.

 

Reparar – é um processo que consiste na recuperação de certos materiais, que ainda estejam em condições para serem recuperados e posteriormente utilizados, como os móveis, brinquedos, eletrônicos. E as juventudes são chamadas a mostrar e viver um caminho de comunhão, de respeito e diálogo neste “IDE” que Jesus disse: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15) e do Papa que disse na JMJ do Rio de Janeiro: “Ide, sem medo, para servir”.

 

O Papa Francisco convida os jovens a realizar esta “missionariedade”, em rede: “Por isso, convido a que vocês também deixem que seus corações sejam transformados pelo encontro com Nossa Mãe Aparecida. Que Ela transforme as “redes” da vida de vocês – redes de amigos, redes sociais, redes materiais e virtuais -, realidades que tantas vezes se encontram dividas, em algo mais significativo: que se convertam numa comunidade! Comunidades missionárias “em saída”! Comunidades que são luz e fermento de uma sociedade mais justa e fraterna. (Carta de Papa Francisco aos jovens do Brasil, por ocasião do encerramento do Rota 300, em 3 de julho de 2017)

 

CONCLUINDO

Disse Papa Francisco: “Possa o Senhor, pela intercessão da Virgem Aparecida, renovar em cada um de vocês a esperança e o espírito missionário.” (Carta de Papa Francisco aos jovens do Brasil, por ocasião do encerramento do Rota 300, em 3 de julho de 2017). Com o Sínodo dos Bispos: Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, a Igreja que escutar os jovens. Que eles se encontrem com Jesus Cristo, fiquem com Ele (Jo 1, 38-39), e, ouvindo o chamado e discernindo na fé, digam: “Eis-me aqui, Senhor. Envia-me” (Is 6, 6-8).

 

O Papa disse ainda: “Vocês são a esperança do Brasil e do mundo. E a novidade, da qual vocês são portadores, já começa a construir-se hoje.” (Carta de Papa Francisco aos jovens do Brasil, por ocasião do encerramento do Rota 300, em 3 de julho de 2017)

 

Para a Igreja do Brasil, neste Ano do Laicato, a preparação para o sínodo é uma bela oportunidade para que os jovens, cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade, sejam sal da tera e luz do mundo (Mt 5, 13-14). O Sínodo dos Bispos é um kairós, um tempo de graça, para a juventude e para toda a Igreja Católica. O Sínodo: oportunidade de ver, ouvir e sair! A juventude é “janela do futuro”, enxerga mais longe, antecipa mudanças. Este Sínodo é uma oportunidade para escutar, aprender e crescer com a juventude, pois, como diz São Bento: “Muitas vezes é exatamente aos mais jovens que o Senhor revela a melhor solução” (Regra de São Bento, 3,3).

 

Ainda em termos de conhecimento e valorização, neste mês missionário gostaria de citar a participação da Diocese no projeto missionário do SUL 1, tanto com o P. Fabiano como nosso missionário na Diocese de Coari, AM, como com a participação de nossa Diocese no Projeto PEMBA, com o envio de vários missionários de São Paulo para Moçambique. Gostaria de ressaltar, ainda, o Encontro do COMIRE que sediamos em agosto na Casa de Retiros Coração de Jesus, fazendo a animação da dimensão missionária em nosso Regional Sul 1, como também, chamar atenção para a CONVOCAÇÃO DO MÊS MISSIONÁRIO EXTRAORDINÁRIO para o ano de 2019. Este projeto foi apresentado aos bispos na 56ª AG desse ano.

 

Que Maria, Mãe de Deus, mãe da Igreja e nossa mãe abençoe a todos. Rezemos e acompanhemos o Sínodo sobre e com os Jovens, em Roma. Rezemos e apoiemos a Igreja em sua ação missionária e evangelizadora.

 

Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB

Bispo Diocesano

Fonte: http://diocese-sjc.org.br/mensagem/os-jovens-a-fe-e-o-discernimento-vocacional/

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